O senador Jarbas Vasconcelos, meteu o pau no seu próprio partido afirmando com extrema convicção que o PMDB é hoje "um partido sem bandeiras, sem propostas, sem norte"; um partido no qual "boa parte quer mesmo é corrupção".
De acordo com análise de Jarbas, a degradação do partido teria se acentuado de 1994 para cá, quando "resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer a eleição. Daqui a dois anos, o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado". Ou seja, o PMDB nunca lança candidato próprio sempre briga por ministérios e cargos públicos. É um partido composto de mercenários.
Jarbas também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "tem sido altamente conivente com a corrupção." Segundo o senador, "Lula e o PT não inventaram a corrupção, mas a corrupção tem sido uma marca do governo dele."
Sobre Renan Calheiros, que assumiu a liderança do partido no senado, disse"não tem nenhuma condição
moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido”. Não poupou nem o Sarney dizendo ser um “retrocesso” para nós brasileiros
Ele chamou o Bolsa-Família de "o maior programa oficial de compra de votos do mundo" .
Seu camarada de partido, o também senador Pedro Simon (RS), concorda com tudo o que foi dito por Jarbas, mas faz uma ressalva: "acontece o mesmo com os outros partidos, PT, PSDB, DEM, PPS ,PTB, etc " Enfim essa é a democracia dos ricos políticos corruptos.
Um ex-funcionário do castelo, morador da cidade de Goianá, na mesma região, concordou em falar ao portal O TEMPO sobre o interior do imóvel, desde que seu nome fosse mantido em sigilo. Ele contou ter trabalhado para o deputado como servente entre 1991 e 1996, afirmou que um dos xodós era "o imenso cassino, construído perto da torre principal do castelo". "O local era frequentado por muitos políticos e empresários da região. Um dos que me lembro de ter visto muito lá foi o (ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto outro corrutpo) ", revelou o ex-funcionário, dizendo que não poderia confirmar outros nomes porque não conhecia os políticos. "A gente sabia que eram políticos porque os seguranças nos avisavam, mas lá todos tinham tratamento de barão".
"O mais famoso que a gente sabe que esteve lá foi o Itamar Franco. Afinal, era 1993, quando ele era presidente", disse, explicando que o ex-presidente foi recebido pelo deputado, mas não participou de jogos no interior do castelo.
Ainda sobre o interior do imóvel, o ex-servente explicou que o luxo não era o que mais chamava a sua atenção. "Ficávamos todos impressionados com a quantidade de dinheiro que os convidados perdiam lá. A gente via muito dinheiro indo para os cofres. Era uma infinidade de notas de R$ 50 e R$ 100", revelou. "O que também atraía muito os convidados era a adega do castelo. Claro que nunca contei, mas havia ao menos 8.000 garrafas. A adega é enorme, climatizada. Ele dizia que o vinho sempre tinha que ficar em temperaturas europeias".
Segundo o ex-funcionário, para receber os jogadores - "normalmente aos fins de semana" -, o castelo era preparado com três dias de antecedência. "Tudo era muito bem planejado. Dentro do castelo, havia uma grande mesa com roleta, máquinas caça-níquel, bilhar e jogos de cartas".
"Éramos uns 60 empregados por noite. O salão é muito grande, difícil até de limpar. Tinham pelo menos três grandes lustres, uma lareira e duas grandes escadarias", completou o ex-funcionário, dizendo ainda que "muitos convidados passavam a noite lá e, pela manhã, ainda disputavam partidas de golfe".
Durante toda a entrevista, o morador de Goianá se referiu ao deputado Edmar Moreira do democrata como ‘capitão’. "Isso vem desde os tempos em que ele era policial militar. Ele exigia ser chamado pela sua antiga patente".
Em 1990, quando se elegeu pela primeira vez, deputado registrou-se junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) como "Capitão Moreira". "Ele sempre teve um estilo mandão, autoritário. Era arrogante. Dava ordens como se estivéssemos em um quartel. É muito difícil achar quem fale dele por aqui. Eu conheço pessoas que chegaram a receber ameaças caso criassem problemas ao capitão".
Ao ser perguntado se já havia sido ameaçado, o homem desconversou, despedindo-se logo, com as mãos visivelmente trêmulas. A reportagem procurou outras pessoas para falar sobre o assunto, mas as respostas eram sempre evasivas.
A idéia para construir o castelo nasceu da vaidade de sua esposa que ficou enciumada quando um irmão do deputado, Elmar, comprou a fazenda mais bonita da região. "Se eles têm a melhor fazenda, então eu quero um castelo", teria dito. O deputado não poupou esforços e criatividade para superar o irmão. Estima-se que, em doze anos de obras, a construção tenha consumido 10 milhões de reais – mais do que o preço de muitos castelos de verdade no interior da França. Hoje o castelo encontra avaliado em R$ 25 milhões.
Foi criado uma polêmica em torno desse assunto.
Pelo fato de haver enriquecimento ilícito do deputado mineiro EDMAR BATISTA MOREIRA.
O partido que ele pertence democrata quer expulsá-lo com medo de suja a imagem do partido .
"Uma vitória para o semifeudalismo", foi assim que a revista inglesa the economist qualificou a vitória de José Sarney para a presidência do senado federal.
A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney . Dizendo que este dinossauro pré-histórico entrou na política há quase meio século: foi deputado federal duas vezes pelo Maranhão, governador, duas vezes senador pelo Maranhão e presidente do País em 1985, por acidente, após a morte de Tancredo Neves. É a terceira vez em sua carreira que ele chega a esse cargo poderoso, que confere um grau de controle à agenda do governo e a oportunidades de clientelismo. Passou da hora dessa múmia se aposentar!
De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir". "O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".
A reportagem afirma que no interior do Estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade". "Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.
A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no Nordeste, mas que isso estaria mudando. Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.
"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a Economist.
Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado. "Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista.